O Chaves está vivinho da Silva

30 jan

 

Estava na minha mesa de trabalho hoje e um colega, fanático pelo programa “Chaves”, me diz de repente: “Tá rolando um boato aí que o Bolaños morreu”. “O que?”, disse eu? Era tudo mentira, ainda bem. Boato espalhado pelo Facebook quase na mesma velocidade da luz e que virou verdade quase absoluta.

Basta alguém por uma foto do cara e escrever luto encima que todo mundo já compartilha a falsa informação. O próprio Bolaños desmentiu a informação no Twitter: “Eu, Roberto Bolaños estou muito bem! Obrigada pelo amor de todos”, escreveu. Bolaños disse que recebeu muitas mensagens do Brasil. “Estou bem, amigos.” Ele completa 83 anos em 21 de fevereiro.

Roberto Gomez Bolaños, aos 82 anos, está vivinho da Silva e comemora 40 anos de carreira. Famoso por interpretar e criar os célebres personagens Chaves e Chapolin, entre outros geniais, ele vai receber homenagens neste ano em 11 países, inclusive no Brasil, no evento “América comemora Chaves”, organizado por um de seus filhos.

Bolaños cativou espectadores de diversas idades nas quatro décadas em que fez milhares de fãs chorarem de rir com suas histórias criativas, hilárias e até ingênuas.

Chispirito, com é conhecido no México, seu país de origem, é considerado uma espécie de Shakespeare moderno. Ao meu ver, ele é também super chapliniano. A influência do ator inglês Charles Chaplin é óbvia em Bolaños. Lembram daquele episódio do Chapolin, da festa à fantasia? Cômico, não?

Com quase 2 milhões de seguidores no Twitter, Roberto Bolaños usa o microblog quase todos os dias para falar com os fãs. Nesta noite, ele pediu apoio à comunidade do Twitter para solicitar um doador de sangue para seu cachorro. Atitude digna!                  

 Vou dormir. Chega de falar em morte. Vamos celebrar a vida e a carreira de um cara que está tão presente na vida de todos nós! Viva Roberto Bolaños e seus personagens maravilhosos!

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Criador e criatura

30 jan

Criador e criatura

Bolaños celebra seu mais famoso personagem, Chaves

Os números de 2011

3 jan

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 7.600 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 6 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Com inauguração do Cine Sabesp, magia do cinema de rua está de volta a SP – Minha breve entrevista com Leon Cakoff

17 out

Em tempos modernos, o cinema de rua vem sendo substituído pelas grandes redes em shopping centers. Nesse ínterim, a antiga Sala Cinemateca, na Rua Fradique Coutinho, nº 361, em São Paulo, foi ameaçada com a dúvida do fecha-não fecha por diversas vezes. Felizmente uma ação da Sabesp não permitiu que mais um cinema de rua fechasse suas portas e, na quarta-feira (16), foi inaugurado Cine Sabesp, no mesmo local histórico.

O filme de estreia não poderia ser mais apropriado, “Meninos de Kichute”, de Luca Amberg, que será lançado em dezembro. O longa retrata a infância nos anos 70, dos tempos dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, brincadeiras inocentes e do auge do cinema de rua. Em 1974, em plena Copa do Mundo, o garoto Beto sonha ser goleiro, influenciado pelo jogador da Seleção Brasileira, Leão. O talento nato de Beto é recriminado pelo pai, que afirma que a sua religião não permite competições.

“Fiquei com inveja daquela infância gostosa, de brincar tranquilamente na rua, isso não acontece hoje”, afirma o protagonista do filme Lucas Alexandre, que interpreta Beto, de apenas 13 anos, em entrevista exclusiva ao Diário de Guarulhos.

Para o diretor Luca Amberg, é uma honra ter seu filme, que está em processo de finalização, na estreia do Cine Sabesp. “Fico feliz de estar aqui presente e pela atitude em recuperar um cinema de rua”, afirma ao DG.

O idealizador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e sócio do Circuito Cinearte, Leon Cakoff, estava irradiante com a concretização do projeto. “Chovia aqui dentro desta sala. Hoje ela está linda e espero que atraia ainda mais um público cativo”, disse ao DG.

A intenção do CineSabesp é ter uma programação comercial, mas valorizando também o cinema paulista.
HISTÓRIA

O Cine Fiametta foi inaugurado em 1959 e, posteriormente, passou a funcionar como Sala Cinemateca, tornando-se ponto de encontro de pessoas do cinema e interessadas pelo assunto.

Publicado originalmente no jornal Diário de Guarulhos
http://www.diariodeguarulhos.com.br/jornal/f?p=181:4:3803714433117679::NO:4:P4_ID,P4_PALAVRAS:19063,cine sabesp+ inauguração+ são paulo

Amy não estava bem

25 jul

Cantora britânica no auge da carreira musical

Quando Amy Winehouse completou 25 anos, no auge da carreira, eu pensei: “Dos 27 ela não passa.” E não passou. Não é que eu seja vidente, mas fiz referência à conhecida “Maldição dos 27 anos”. Amy Winehouse morreu na idade maldita do rock and roll, mesmo número de anos vividos por Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones (dos Rolling Stones), Robert Johnson, todos com “J”, além de Kurt Cobain (do Nirvana). Agora Amy faz parte desse estrelato que nos deixou órfãos no auge criativo.

Amy não andava bem. Se metia em confusões constantemente, era internada por problemas envolvendo drogas pesadas, pedia liberdade ao marido encrenqueiro que lhe apresentou a cocaína e o crack, não completava seus shows, esquecia as letras que ela própria escreveu e, graças a seus excessos, sua morte era dada como certa.

Era um talento raro, fazia um rock misturado com blues de forma verdadeira e não escondia a dor que sentia. Amy Winehouse não poderia ser uma pessoa normal, ela estava muito a frente de qualquer artista de seu tempo. Cantar parece ser uma tarefa fácil, simples de ser executada quando ouvimos Amy Winehouse. Por isso ela á tão boa.

Não é à toa que Amy é constantemente comparada a outra grande cantora branca, Janis Joplin. Depois da cantora do Woodstock, o rock viu poucos talentos raros. Até Amy Winehouse. Além da voz, da forma irreverente de agir, das encrencas em que se metiam, da morte prematura na mesma idade, Janis e Amy tinham muito mais em comum. Ambas vieram ao Brasil no ano de suas mortes. A primeira no carnaval de fevereiro, e a outra neste janeiro para suas últimas apresentações completas. O nome da mãe de Amy, Janis.

Uma pena pensar no que Amy Winehouse poderia ter nos proporcionado musicalmente, ainda mais, com sua voz potente, estilo de vestir dos anos 60 e atitudes de uma roqueira comparada a Keith Richards em suas maluquices. Ela não quis “rehab”, e se foi cedo. Sentirei falta dessa personalidade forte e que levava o rock and roll aos extremos.

Não podemos, entretanto, admirar Amy Winehouse por suas atitudes rebeldes, ela precisa entrar para a história por sua voz potente e cativante, que era sua característica mais marcante. Amy não estava bem

Por Tatiana de Souza

Chaves completa 40 anos de exibição; relembre episódios memoráveis

21 jun

Esta segunda-feira (20) é dia de comemoração para os fãs de Chaves. O motivo? Há exatos 40 anos a série humorística mexicana era exibida pela primeira. Na verdade, foi quando o personagem de Roberto Bolaños apareceu como um esquete do Programa Chespirito, produzido pela Televisión Independiente de México e transmitido no canal 8 do México.

O sucesso é tão grande até hoje, que ele foi exibido por 40 anos ininterruptos. É constantemente usado como trunfo de audiência para o SBT, já que mesmo mudando constantemente de horário a audiência é sempre grande. E não só no Brasil, já que é exibido na Espanha, Estados Unidos, entre outros.

Do site Virgula

Cinco anos sem Bussunda, o eterno Casseta

17 jun

Hoje faz cinco anos que um dos melhores humoristas brasileiros morreu, Bussunda. Segue abaixo meu relato emocionado naquela data. Espero que gostem da homenagem!

Perdemos Bussunda

Tatiana Cavalcanti

Uma das imagens mais engraçadas do humorista

Bussunda "grávido" em capa de revista do Casseta

A Copa do Mundo ficou mais triste para nós brasileiros, logo nós, o povo mais sorridente de todas as nações. Manhã de 17 de junho, sábado, véspera do jogo da seleção brasileira contra a Austrália, morre em Parsdorf, a 16 quilômetros de Munique, Alemanha, o humorista Claudio Besserman Vianna, o Bussunda, fundador do programa global, Casseta e Planeta, a oito dias de completar 44 anos. A sua morte foi totalmente inesperada e um choque para todos nós, que ficamos órfãos do riso, pois perdemos um dos mais geniais humoristas da atualidade. Perdemos, para um ataque cardíaco fulminante, o motivo nosso de sorrir de cada terça-feira.

Ronaldo Fofucho, Lula, Baleíssima, Marrentinho Carioca… foram tantas caracterizações inesquecíveis. Isso só para citar as mais recentes. O brutamontes Montanha, grandalhão, com pinta de roqueiro heavy metal, parceiro de Massaranduba, que ia dar porrada. Jeca Camargo, que satirizava o repórter do Fantástico, Zeca Camargo. São tantos e incontáveis personagens que farão falta. O piadista genial, caçula dos Casseta, era também o redator, o criador da maioria das piadas tão inteligentes que nos faziam rolar de rir no programa semanal Casseta & Planeta.

O programa vai acabar? O que vai acontecer agora? Quem vai imitar o presidente Lula e o Ronaldinho? Ou é o Ronaldo Fenômeno que vai imitar o Bussunda (que maldade)? São tantas as perguntas que vieram à tona, mas fica o mistério. Pode até parecer insignificante para alguns, mas a perda de Bussunda vai deixar um vazio enorme nos corações dos brasileiros, e também no humor nacional. Haverá alguém do seu calibre, do seu talento? Quem nos fará rir agora? Poxa, Bussunda, por que você nos abandonou tão cedo? O povo brasileiro também dependia de suas piadas para entender a situação do país. Muitas vezes fiquei sabendo de notícias atuais através do programa Casseta & Planeta. Bussunda era nosso tradutor, porque só rindo mesmo para suportar tanta injustiça num país lindo e cheio de potencial como o Brasil.

O Fantástico, programa da mesma emissora de Bussunda, mostrou nesse domingo o enterro de Claudio, os familiares presentes, os amigos anônimos, famosos, e os parceiros de trabalho, os Cassetas Reinaldo, Claudio Manoel, Beto Silva, Marcelo Madureira, Hélio de La Peña, Hubert e Maria Paula, todos chorando, tristes e inconsoláveis. A Rede Globo exibiu, em quadros rápidos no meio do programa, algumas das performances do humorista ao longo dos mais de dez anos do programa semanal. Até ai tudo bem, até porque isso é jornalismo. Entretanto, foi seco, frio e distante. Nem parecia se tratar de um colega da emissora.

Para falar em Bussunda isso era muito pouco. Eis que aqueles rapazes debochados, que começaram no rádio e que foram para a televisão, que comem o pão que o diabo amassou para entrar nos lugares em que a Globo tem fácil acesso, que nitidamente se inspiraram no programa Casseta & Planeta, reconhecem e reverenciam o valor daquele humorista que lhes ensinou muito.

Bussunda pertencia à Rede Globo, mas quem fez uma belíssima homenagem foi o programa Pânico na TV. Que vontade de chorar ao ver a última entrevista do humorista do Casseta & Planeta ao Vinicius Vieira, que faz o Gluglu, Mano Quietinho, Alexandre Broca e, na ocasião, o Casagrande do programa Pânico. O repórter da Rede TV! insistia incansavelmente em falar com o humorista horas antes de sua morte. Bussunda estava sentado dentro de uma van e esperava o seu colega Hélio de La Peña finalizar a entrevista ao programa da outra emissora, quando Vinícius pergunta: “Cadê o Bussunda? Quero falar com ele!”. Sempre bem humorado e disposto, Bussunda disse que se sentia cansado, mas “Casagrande” insistiu, como se soubesse que aquelas seriam as últimas palavras de Claudio Besserman Vianna num microfone, instrumento que segurou tantas vezes ao longo da brilhante carreira. Mesmo demonstrando o cansaço, Bussunda sorriu, brincou e deu seu show de sempre na última entrevista da vida. As lágrimas vieram aos meus olhos e segurei o choro. Isso sim era uma homenagem, simples e honesta. Parabéns ao Pânico na TV, que são muitas vezes injustiçados, mas que sabem ser autênticos.

No jornalismo não se deve usar adjetivos, entretanto Bussunda, dentuço e obeso, era divertido, inteligente, politizado, culto, carismático e “lindo”, de tão feio que era. Não sei mais o que serão das minhas terças-feiras, sei que darei menos risadas, entretanto o legado que ele perpetuou a nós é riquíssimo. Ele nos deixou sorrindo e fazendo rir. Bussunda deixará saudades.

Texto originalmente publicado no site Digestivo Cultural:
http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=903&titulo=Perdemos_Bussunda