‘O Retrato de Dorian Gray’, de Oscar Wilde, ganha nova versão para as telonas

12 mar

Dorian Gray com sua nova personalidade

No prefácio de sua obra mais famosa, “O Retrato de Dorian Gray”, o escritor irlandês Oscar Wilde afirma que “não existe livro moral ou amoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo”.

A história de 1891, sobre a busca indiscriminada por beleza e juventude para saciar a vaidade humana, parece estar tão em voga hoje quanto no tempo da Inglaterra aristocrata do século 19, quando se passa a misteriosa narrativa.

A obra do escritor irlandês Oscar Wilde, tida como imoral e homoerótica no seu lançamento, ganha uma nova versão cinematográfica em filme homônimo, que estreia nos cinemas brasileiros em 25 de março. “O Retrato de Dorian Gray”, na visão do diretor Oliver Parker, é tão sombrio quanto o livro que inspirou o filme.

A narrativa gira em torno do amor platônico de um artista, o pintor Basil Hallward (Ben Chaplin) por um jovem de beleza estonteante, Dorian Gray (Ben Barnes, que impressiona pela semelhança física com Oscar Wilde), que regressa a Londres após a morte de seu avô. Dorian é retratado com perfeição em um quadro pelo novo amigo, e a pintura se torna a obra-prima do artista. Basil presenteia Dorian com o retrato, objeto que passa a ter uma conotação misteriosa, sustentada ao longo do filme.

Lord Henry Wotton (Colin Firth) e Dorian Gray (Ben Barnes)

Numa festa típica da sociedade inglesa, o influente e cínico Lord Henry Wotton (Colin Firth) se aproxima do ingênuo Dorian Gray, que é seduzido pelas palavras do aristocrata, que pregava que o propósito da vida são a beleza e a juventude. Harry apresenta o jovem Dorian à alta sociedade daquela Londres vitoriana e também aos prazeres hedonistas da cidade.

Sem razão aparente, Dorian esconde seu enigmático quadro no sótão de sua casa. Estimulado pelas ideias de Henry, e obcecado com o desejo de ficar eternamente jovem, Dorian Gray passa a assumir uma identidade insensível, cruel e até mesmo desumana. As aventuras selvagens dele continuam, mas enquanto ele aparece como um rapaz inocente e de boa índole para a sociedade, seu retrato, agora trancado no sótão, adquire características tenebrosas e horripilantes, como todo o mal feito que ele segue cometendo.

O rapaz de cabelos compridos e de beleza ímpar chama a atenção das mulheres e homens daquela sociedade conservadora. Dorian Gray se entrega de corpo e alma a experiências carnais e diabólicas, sem se dar conta que tudo que ele ama, morre. Foi assim com sua mãe, que perde a vida ao lhe dar à luz, e com sua noiva, que se suicida quando começa a perceber as mudanças no caráter do futuro marido.

Dorian Gray se entrega a uma vida de prazeres

O filme sabe manter o suspense, como na obra de Oscar Wilde, além de ter uma fotografia sombria e impecável. “O Retrato de Dorian Gray” é uma crítica a um estilo de vida de uma sociedade moralista e, ao mesmo tempo, hipócrita.

Por Tatiana Cavalcanti

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6 Respostas to “‘O Retrato de Dorian Gray’, de Oscar Wilde, ganha nova versão para as telonas”

  1. Mario 12 de março de 2011 às 10:07 PM #

    Bom, bem bom. Só devemos atentar para dar os créditos das imagens que usarmos que não sejam nossas, ok? Pra eviar problemas.

    Beijos baby.

    E assim inaugura-se os comentários!

  2. jardel 12 de março de 2011 às 10:12 PM #

    vi o filme, é simplesmente medíocre! não vale perder tempo com ele. melhor é ler o livro. nem para seção da tarde o filme se presta de tão ruim.

  3. 25 de março de 2011 às 1:40 PM #

    Sobre a sociedade moralista e hipócrita, acho q n mudou muito.Só n é mais tão moralista mas continua hipócrita!No caso dos professores da rede pública: eles precisam dar seu parecer sobre o material didático utilizado ( que n é bom) mas se realmente der sua verdadeira opnião…é demitido! Agora sobre o filme, vc me deixou com agua na boca rsrsrs

    • losstones 25 de março de 2011 às 2:56 PM #

      Vá assistir, estreia hoje, acho que vale a pena sim. Oscar Wilde é sempre Oscar Wilde! 😉

  4. julliana 27 de janeiro de 2012 às 2:45 PM #

    ben barnes é lindo!!

  5. Koorime 16 de abril de 2012 às 10:06 PM #

    Adorei o filme, manteve a seriedade sem hipocrisia do livro! Ben Barnes mt bom no papel tbm! Agora se vc gosta de explosões, tiros e mt CG, nem assista!

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