Amy não estava bem

25 jul

Cantora britânica no auge da carreira musical

Quando Amy Winehouse completou 25 anos, no auge da carreira, eu pensei: “Dos 27 ela não passa.” E não passou. Não é que eu seja vidente, mas fiz referência à conhecida “Maldição dos 27 anos”. Amy Winehouse morreu na idade maldita do rock and roll, mesmo número de anos vividos por Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones (dos Rolling Stones), Robert Johnson, todos com “J”, além de Kurt Cobain (do Nirvana). Agora Amy faz parte desse estrelato que nos deixou órfãos no auge criativo.

Amy não andava bem. Se metia em confusões constantemente, era internada por problemas envolvendo drogas pesadas, pedia liberdade ao marido encrenqueiro que lhe apresentou a cocaína e o crack, não completava seus shows, esquecia as letras que ela própria escreveu e, graças a seus excessos, sua morte era dada como certa.

Era um talento raro, fazia um rock misturado com blues de forma verdadeira e não escondia a dor que sentia. Amy Winehouse não poderia ser uma pessoa normal, ela estava muito a frente de qualquer artista de seu tempo. Cantar parece ser uma tarefa fácil, simples de ser executada quando ouvimos Amy Winehouse. Por isso ela á tão boa.

Não é à toa que Amy é constantemente comparada a outra grande cantora branca, Janis Joplin. Depois da cantora do Woodstock, o rock viu poucos talentos raros. Até Amy Winehouse. Além da voz, da forma irreverente de agir, das encrencas em que se metiam, da morte prematura na mesma idade, Janis e Amy tinham muito mais em comum. Ambas vieram ao Brasil no ano de suas mortes. A primeira no carnaval de fevereiro, e a outra neste janeiro para suas últimas apresentações completas. O nome da mãe de Amy, Janis.

Uma pena pensar no que Amy Winehouse poderia ter nos proporcionado musicalmente, ainda mais, com sua voz potente, estilo de vestir dos anos 60 e atitudes de uma roqueira comparada a Keith Richards em suas maluquices. Ela não quis “rehab”, e se foi cedo. Sentirei falta dessa personalidade forte e que levava o rock and roll aos extremos.

Não podemos, entretanto, admirar Amy Winehouse por suas atitudes rebeldes, ela precisa entrar para a história por sua voz potente e cativante, que era sua característica mais marcante. Amy não estava bem

Por Tatiana de Souza

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